Ela é também a principal fonte de nutrição - sustentação - do corpo emocional. Ou seja, através da respiração plena, podemos conquistar um estado de serenidade e relaxamento emocional, de equilíbrio energético.
Acostumamo-nos com o ar, que é tão essencial; mas, por ser invisível e gratuito, não damos o devido valor e importância. Oxigênio é tão ou mais alimento que a comida e água que ingerimos.
Metafisicamente falando, existe uma relação com a capacidade de absorver a vida e doar-se. Esta relação se refere ao processo de troca, ao ato de dar e receber. Por isso respirar inadequadamente revela tristeza, depressão ou sofrimento; um medo da vida e de colocar oxigênio (combustível) para viver. É como não se sentir digno de viver plenamente a vida, de trocar, de fluir com a vida. Uma pneumonia, por exemplo, pode revelar um cansaço e desespero da vida, com ferimentos emocionais que não recebem permissão para sarar.
Os pulmões funcionam a partir de duplicidade e parceria, motivo pelo qual seu pleno funcionamento depende da sanidade das nossas relações e trocas afetivas.
Eles são considerados os grandes órgãos de contato, porque possuem uma superfície interna que mede cerca de 70 cm quadrados. Diferente da pele, o contato nos pulmões é indireto e sutil, porém compulsório, através da respiração. Na pele podemos, mas nos pulmões não podemos impedir este contato. A tentativa de impedi-lo causa falta de ar ou espasmos, como acontece nos casos alérgicos.
Fisicamente, dificultam o pleno funcionamento dos pulmões: alimentos muito industrializados, poluição atmosférica, fumaças de cigarro e outras, ambientes fortemente aromatizados ou com baixo nível de higiene, e ambientes sem ventilação natural ou com ventilação artificial.
Além disso, a falta de atividade física, que é um estímulo natural da respiração e tonicidade de todo o sistema respiratório, irá reduzir o número de mitocôndrias em todas as células do organismo; diminuindo, portanto, a energia vital e a vitalidade da pessoa como um todo.
No emocional, entramos em um "círculo vicioso", pois os bloqueios emocionais diminuem a amplitude e o ritmo respiratório, provocando uma subnutrição energética, que irá perpetuar, ampliar e multiplicar os bloqueios emocionais.
Muitas das substâncias nocivas que se encontram temporariamente dentro do corpo humano necessitam ser eliminadas pelas mucosas respiratórias com o ar que expiramos. Entretanto, nós da sociedade "moderna" e acelerada, inspiramos somente 30% do que deveríamos e, pior ainda, expiramos menos do que inspiramos; ou seja, não colocamos para fora dos pulmões o tanto de gás carbônico (CO2) e outras toxinas gasosas que deveríamos.O CO2 não expirado acaba por se dissolver no sangue e transforma-se em ácido carbônico, mantendo o sangue, o fluido que irriga todas as nossas células vivas, num padrão ácido que intoxica, excita e dificulta a sanidade e harmonia metabólica e mental.
Cuidados de bom senso:
1) Praticar uma dieta rica (50% mínimo) em alimentos crus, frescos, integrais, com elevado teor de fibras e substâncias antioxidantes, logicamente isentos de agrotóxicos;
2) Fazer uso diário dos sucos da "alimentação desintoxicante" e consumir diariamente cerca de 2 litros de líquidos entre sucos, chá e água;
3) Praticar exercícios de reeducacão respiratória e atividade física;
4) Fazer uso de sinergias da aromaterapia nos locais de maior permanência;
5) Praticar um banho de ofurô ou sauna 1 vez por mês.
Texto extraído do livro Alimentação Desintoxicante - como ativar o sistema imunológico - Conceição Trucom - Editora Alaúde.
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